{"id":10962,"date":"2017-01-09T18:38:20","date_gmt":"2017-01-09T20:38:20","guid":{"rendered":"http:\/\/julianacunha.com\/blog\/?p=10962"},"modified":"2026-10-23T18:21:55","modified_gmt":"2026-10-23T21:21:55","slug":"atencao-significa-atencao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.juliana-cunha.com\/blog\/atencao-significa-atencao\/","title":{"rendered":"Aten\u00e7\u00e3o significa: aten\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Um amigo me disse que esse texto deveria se chamar \u201ccomo me viciei em speed\u201d, mas mais adiante eu vou te esclarecer que esse \u00e9 o mesmo amigo que tem uma agenda organizada de ressacas e drogas, que estrutura o cotidiano de trabalho e at\u00e9 quais amigos devem ser vistos em quais dias (eu, por exemplo, sou uma pessoa da quarta-feira) segundo um cronograma r\u00edgido de baratos e contra-baratos, e todos concordar\u00e3o que a opini\u00e3o dele sobre o assunto n\u00e3o deve ser considerada.<\/p>\n<p>Faz uns oito meses que passei a tratar d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o com um rem\u00e9dio que se voc\u00ea apertar bem a bula e perguntar: tens o que \u00e9 preciso para esmagares minha distra\u00e7\u00e3o? ele dir\u00e1: sou um speed, minha senhora.<\/p>\n<p>D\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 um assunto que voc\u00ea pode soltar em uma festa desanimada e sentar de canto para observar as pessoas se engalfinharem. H\u00e1 quem discuta se ele sequer \u201cexiste\u201d; se n\u00e3o estamos hiperdiagnosticando pessoas; se antes n\u00e3o est\u00e1vamos subdiagnosticando pessoas; se algu\u00e9m como eu, que malemal \u00e9 funcional na vida, n\u00e3o poderia lidar com isso de outros jeitos; se por tr\u00e1s do DDA n\u00e3o h\u00e1 um forte discurso moral e uma ind\u00fastria farmac\u00eautica perversa; se n\u00e3o estamos dopando nossos corpos para uma carga de trabalho excruciante; se n\u00e3o estamos superdimensionando o que uma pessoa \u00e9 capaz de fazer; se n\u00e3o estamos intencionalmente estragando nossa capacidade de concentra\u00e7\u00e3o\u2026 S\u00e3o todas discuss\u00f5es muito legais que eu resolvi meramente achatar aqui para dizer: elas existem, n\u00e3o as farei.<\/p>\n<p>N\u00e3o as farei porque elas est\u00e3o por toda parte, sendo feitas por pessoas certamente mais qualificadas do que eu. Pessoalmente, minha resposta para cada um desses questionamentos seria: sim, com certeza. Mas o que eu quero falar \u00e9 sobre aten\u00e7\u00e3o, sobre drogas, sobre procrastina\u00e7\u00e3o. S\u00e3o coment\u00e1rios esparsos que venho fazendo de mim pra mim h\u00e1 algum tempo. <\/p>\n<p>Procrastinar n\u00e3o tem nada a ver com pregui\u00e7a, com a nossa pregui\u00e7a ib\u00e9rica, ind\u00edgena, negra, com resist\u00eancia, com banzo, com indol\u00eancia, com indulg\u00eancia, com prazer. Procrastina\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e um sofrimento pior do que o trabalho que ela evita. \u00c9 uma paralisa\u00e7\u00e3o. Vem de uma consci\u00eancia pr\u00e9via de que voc\u00ea vai fazer o mundo e o mundo ainda estar\u00e1 por fazer. De uma inseguran\u00e7a e des\u00e2nimo. De uma falta de prop\u00f3sito. De uma certeza de n\u00e3o ser suficiente, de n\u00e3o ser bom o bastante, de uma impot\u00eancia. N\u00e3o vem de uma recusa, de uma vontade de fazer outra coisa, de ir para a sua vida. <\/p>\n<p>O procrastinador n\u00e3o fecha a planilha e vai ao cinema, ao parque, n\u00e3o dorme a tarde inteira. Ele fica preso ao computador, com o arquivo aberto, se torturando em um jogo de nunca come\u00e7ar, ou de parar o tempo inteiro. As redes sociais, o BuzzFeed, as pequenas emerg\u00eancias, os trabalhos in\u00fateis, a aglutina\u00e7\u00e3o de tarefas. Essas s\u00e3o as distra\u00e7\u00f5es do procrastinador. S\u00e3o distra\u00e7\u00f5es culpadas, sem gra\u00e7a, rapidinhas. Atividades das quais estamos sempre de sa\u00edda, s\u00e3o sempre dois minutos. S\u00e3o coisas que voc\u00ea n\u00e3o quer de fato fazer, s\u00f3 faz para evitar aquela outra. Procrastina\u00e7\u00e3o n\u00e3o implica em DDA. DDA, no entanto, causa uma imensa procrastina\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Eu comecei a tomar esse rem\u00e9dio depois de muita curiosidade sobre ele e de uma certa desconfian\u00e7a de que tinha problemas concretos de aten\u00e7\u00e3o. Problemas que voc\u00ea pode dizer: todos temos, ao que respondo que sim, talvez \u201ctodos\u201d tenhamos. Quase todos temos problemas de compuls\u00e3o alimentar porque temos, enquanto sociedade, uma rela\u00e7\u00e3o doentia com a comida e com os corpos. O fato de \u201ctodos termos\u201d alguma coisa ou de \u201cent\u00e3o at\u00e9 eu ter isso\u201d n\u00e3o invalida que a coisa esteja a\u00ed e que, sim, talvez at\u00e9 voc\u00ea tenha (n\u00e3o te parece um sintom\u00e3o daqueles isso de as pessoas desmerecerem um sofrimento ps\u00edquico dizendo que \u201cse for assim at\u00e9 eu tenho?\u201d. Voc\u00ea se sente acima demais para ter uma doen\u00e7a mental ou \u00e9 justo o contr\u00e1rio, acha seus sofrimentos aqu\u00e9m de serem reconhecidos, compartilhados, de serem sequer nomeados?).<\/p>\n<p>Talvez quase todos tenhamos problemas de concentra\u00e7\u00e3o porque estamos nos treinando para isso. Pense em como ensinamos crian\u00e7as a verem um filme, a assistirem uma aula: \u00e9 um processo violento, cansativo, prolongado. N\u00e3o h\u00e1 nada natural em sentar a bunda numa cadeira e se concentrar em algo por duas horas. Conseguimos isso (consegu\u00edamos isso) porque \u00e9ramos fisiculturistas da aten\u00e7\u00e3o, cultiv\u00e1vamos essa aten\u00e7\u00e3o. Hoje \u00e9 o contr\u00e1rio: cultivamos a dispers\u00e3o, educamos nosso c\u00e9rebro a olhar para o lado a cada cinco minutos. S\u00f3 que o fato de um problema ser agravado por quest\u00f5es ambientais n\u00e3o nega sua por\u00e7\u00e3o de exist\u00eancia. <\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 minha inten\u00e7\u00e3o aqui informar as pessoas sobre DDA, mas talvez seja bom dizer que especialistas no assunto tendem a minimizar a influ\u00eancia desses fatores ambientais no desenvolvimento do transtorno. A opini\u00e3o hegem\u00f4nica entre os m\u00e9dicos \u00e9 a de que nossos maus h\u00e1bitos tecnol\u00f3gicos podem agravar os sintomas, mas n\u00e3o desencadeiam DDA. O que poderia desencadear DDA num adulto seria abuso de coca\u00edna ou uma concuss\u00e3o, por exemplo.  <\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o significa: aten\u00e7\u00e3o. Susan Sontag diz que aten\u00e7\u00e3o \u00e9 vitalidade. Andrew Solomon diz que o contr\u00e1rio de depress\u00e3o n\u00e3o \u00e9 alegria, \u00e9 vitalidade. N\u00e3o acho que eu tenha problemas de aten\u00e7\u00e3o propriamente dita. Quando falo sobre um filme que vi uma vez h\u00e1 dois meses, as pessoas ficam impressionadas com a quantidade de detalhes. O problema, no entanto, \u00e9 reter essa aten\u00e7\u00e3o, sobretudo em coisas que n\u00e3o estejam me dando prazer imediato. Alguns estudos dizem que o adulto com DDA \u00e9 justamente algu\u00e9m meio da m\u00e3o pra boca. Enquanto os outros adultos conseguem antever uma possibilidade de prazer e fazer sacrif\u00edcios para alcan\u00e7\u00e1-la, o desatento s\u00f3 consegue fazer o que est\u00e1 gostando naquele momento. Um escravo das pr\u00f3prias vontades. <\/p>\n<p>Eu tenho pra mim que esse seja um problema comum em jornalistas. \u00c9 de se perguntar se muitos n\u00e3o est\u00e3o presos a essa profiss\u00e3o justamente pela incapacidade de reter aten\u00e7\u00e3o em algo de f\u00f4lego. Tamb\u00e9m pode ser um problema que encontra abrigo ideal na internet, com seu bendito encurtamento entre a produ\u00e7\u00e3o de um conte\u00fado (vamos ampliar o conceito de conte\u00fado at\u00e9 caber aquele seu tu\u00edte semi-engra\u00e7ado) e o refor\u00e7o positivo que ela gera. <\/p>\n<p>Existe quase um padr\u00e3o de texto do \u201cjornalista que tomou Adderall e te conta tudo sobre isso\u201d. Nesses relatos, o rep\u00f3rter diz que o rem\u00e9dio funciona, que ele se viu um workaholic de com\u00e9dia rom\u00e2ntica, s\u00f3 que o resto da vida ficou bastante ruim. \u201cNada mais tinha gra\u00e7a, s\u00f3 o trabalho\u201d. \u00c9 um relato muito respons\u00e1vel e n\u00e3o apolog\u00e9tico, exceto que rem\u00e9dios para DDA s\u00e3o bastante usados como droga recreativa. Parte do efeito da droga vem do fato de que ela te d\u00e1 uma leve euforia. Voc\u00ea se sente menos contrariado em enfrentar tarefas chatas justamente porque trouxe sua alegria de casa. No entanto, fazer as coisas que voc\u00ea j\u00e1 gostava de fazer n\u00e3o s\u00f3 continua sendo mais interessante do que o trabalho como tamb\u00e9m se torna mais interessante do que essas mesmas coisas na sobriedade. Quanto a virar um workaholic de filme, nunca me aconteceu. Talvez por eu de fato ter um problema, talvez por n\u00e3o ter temperamento nem vontade pra isso. <\/p>\n<p>Essa aten\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dio n\u00e3o \u00e9 uma aten\u00e7\u00e3o normal. N\u00e3o \u00e9 uma aten\u00e7\u00e3o contemplativa, por exemplo, como costuma ser a pouca aten\u00e7\u00e3o de f\u00e1brica que possuo. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma aten\u00e7\u00e3o curiosa. A coisa mais angustiante que voc\u00ea pode fazer na sua vida \u00e9 tomar uma bolinha dessas e tentar meditar. Por outro lado, n\u00e3o \u00e9 uma aten\u00e7\u00e3o suja como a da coca\u00edna. \u00c9 uma aten\u00e7\u00e3o mais limpa, mais\u2026 Limpa mesmo. H\u00e1 um pequeno ganho de autoestima uma vez que voc\u00ea consegue fazer as coisas, mas n\u00e3o h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o geral do mundo. H\u00e1 voc\u00ea mais disposto a agir no mundo, n\u00e3o mais poderoso. <\/p>\n<p>Porque de onde vem o poder que a coca\u00edna te faz sentir? De uma simplifica\u00e7\u00e3o do mundo. Voc\u00ea, essa pessoa pequena que \u00e9 voc\u00ea, de repente entendeu tudo. Tudo \u00e9 muito simples, voc\u00ea virou a Jout Jout. \u00c9 menos que voc\u00ea tenha aumentado de tamanho do que que o mundo tenha se tornado subitamente transparente. Voc\u00ea \u00e9 poderoso em um universo desprovido de mist\u00e9rio. Tudo \u00e9 p\u00e3o-p\u00e3o, queijo-queijo. Tudo \u00e9 como eu n\u00e3o tinha entendido isso antes, como eu n\u00e3o pensei nisso antes. Mas voc\u00ea n\u00e3o efetivamente pensou nada de minimamente sofisticado. Voc\u00ea pensou as coisas mais simpl\u00f3rias e elas foram estranhamente suficientes. <\/p>\n<p>As drogas para DDA n\u00e3o passam perto desse efeito. Trata-se de uma aten\u00e7\u00e3o excitada, por vezes irritadi\u00e7a, mas que n\u00e3o muda o tamanho das coisas. <\/p>\n<p>Quanto \u00e0s distra\u00e7\u00f5es, elas continuam todas l\u00e1, s\u00f3 \u00e9 mais f\u00e1cil ignor\u00e1-las. Na verdade, \u00e9 mais f\u00e1cil ignorar qualquer coisa. Voc\u00ea pode sentar em cima do seu p\u00e9 e s\u00f3 notar que a posi\u00e7\u00e3o \u00e9 inc\u00f4moda duas horas depois. A fome soa como o toque do celular de uma outra pessoa. <\/p>\n<p>Os psiquiatras que estudam DDA (e aqueles que \u201cacreditam\u201d em DDA) tentam arduamente dissociar os tratamentos da doen\u00e7a da pecha de \u201cdoping cognitivo\u201d. Para isso, citam pesquisas que apontam que pessoas com d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o se envolvem em mais acidentes, brigas, t\u00eam mais chance de ir para a cadeia, se divorciam de parceiros que n\u00e3o aguentam tanto descaso. Mas se voc\u00ea for ler um f\u00f3rum de pacientes, quase todos procuraram tratamento por queixas relacionadas ao trabalho e quase todos foram orientados a n\u00e3o tomar o rem\u00e9dio aos fins de semana. <\/p>\n<p>No caso das crian\u00e7as, fica at\u00e9 engra\u00e7ado. Os m\u00e9dicos dizem: n\u00e3o \u00e9 uma droga para a escola, \u00e9 um problema que afeta v\u00e1rios aspectos da vida. Mas em que hor\u00e1rio as crian\u00e7as tomam? Na hora de ir para a escola. Nas f\u00e9rias, nada de Ritalina. O fato de n\u00e3o ter Ritalina nas f\u00e9rias \u00e9 constantemente citado para rebater cr\u00edticas de que o rem\u00e9dio causaria depend\u00eancia. Nesses momentos, a coisa de que seria um problema que afeta v\u00e1rios aspectos da vida vai tomar um ar l\u00e1 fora.<\/p>\n<p>Talvez seja um transtorno que afeta v\u00e1rios aspectos da vida, mas somente um que a gente de fato valoriza.<\/p>\n<p>Acho que um dos motivos pelos quais aceitamos melhor que um problema como a depress\u00e3o de fato exista e seja uma doen\u00e7a \u00e9 que falava-se em depress\u00e3o muito antes de existir um antidepressivo. A depress\u00e3o j\u00e1 estava estabelecida como problema m\u00e9dico muito antes de existir uma solu\u00e7\u00e3o farmac\u00eautica pronta para ser difundida. Distra\u00e7\u00e3o? Era um problema moral, comportamental ou s\u00f3 um tra\u00e7o da personalidade do sujeito at\u00e9 que descobrimos um jeitinho qu\u00edmico para isso.        <\/p>\n<p>Estranhamente, algumas das pessoas mais ressabiadas com esse tipo de droga s\u00e3o\u2026 Os drogados. Existe uma ala de usu\u00e1rios de drogas recreativas que tem bastante desprezo por quem usa as chamadas \u201cdrogas de administra\u00e7\u00e3o da vida\u201d. Son\u00edferos, ansiol\u00edticos, ritalinas. Para eles, a droga \u00e9 do prazer e faz\u00ea-la bater ponto \u00e9 um tipo de heresia que te coloca no mesmo patamar de algu\u00e9m que pesquisa quantas calorias pode queimar durante o sexo. <\/p>\n<p>(o termo \u201cdrogas de administra\u00e7\u00e3o da vida\u201d eu peguei emprestado da primeira psiquiatra com quem tentei tratar DDA. uma lacaniana que mobilizou aquela inconfund\u00edvel linguinha mole de psiquiatra pra me falar em \u201cdrogas de administra\u00e7\u00e3o da vida\u201d).<\/p>\n<p>Uma outra frente anti-Ritalina \u00e9 composta por pessoas de esquerda que percebem nessas drogas uma tentativa de burlar as limita\u00e7\u00f5es do corpo e de intensificar a explora\u00e7\u00e3o. De fato, parte do problema de n\u00e3o conseguirmos fazer nosso trabalho deve estar <em>nos<\/em> nossos trabalhos excruciantes, desestimulantes e sem prop\u00f3sito e na expectativa crescente do quanto um ser humano deve produzir em um dia. S\u00f3 me parece que nesse barco estamos todos os desprovidos, e o sujeito que consegue remar s\u00f3brio talvez n\u00e3o esteja t\u00e3o melhor do que eu. <\/p>\n<p>Foi um processo violento e cheio de perdedores esse que nos fez trabalhar em hor\u00e1rios fixos e artificiais, em atividades alienadas e desconectadas de nossas vidas e desejos. Me sinto um pouco mal por pavimentar com drogas um atalho para a minha inclus\u00e3o nesse mundo, e um pouco bem por pelo menos precisar de drogas para isso. <\/p>\n<p>PS: Eu n\u00e3o tomo Ritalina nem Adderall, mas um outro rem\u00e9dio que n\u00e3o foi citado. Falei nesses dois apenas porque s\u00e3o os mais famosos, quase sin\u00f4nimos da coisa em si. Note que este \u00e9 um texto leigo escrito por uma palpiteira, possivelmente cont\u00e9m erros e inconsist\u00eancias. Se voc\u00ea tem ou acha que tem d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o, procure um m\u00e9dico. Cheirar coca\u00edna \u00e9 um h\u00e1bito horr\u00edvel, evite. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um amigo me disse que esse texto deveria se chamar \u201ccomo me viciei em speed\u201d, mas mais adiante eu vou te esclarecer que esse \u00e9 o mesmo amigo que tem uma agenda organizada de ressacas e drogas, que estrutura o cotidiano de trabalho e at\u00e9 quais amigos devem ser vistos em quais dias (eu, por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-10962","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.juliana-cunha.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10962","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.juliana-cunha.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.juliana-cunha.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.juliana-cunha.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.juliana-cunha.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10962"}],"version-history":[{"count":32,"href":"https:\/\/www.juliana-cunha.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10962\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10995,"href":"https:\/\/www.juliana-cunha.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10962\/revisions\/10995"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.juliana-cunha.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10962"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.juliana-cunha.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10962"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.juliana-cunha.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10962"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}