{"id":11115,"date":"2018-03-13T00:39:34","date_gmt":"2018-03-13T03:39:34","guid":{"rendered":"http:\/\/julianacunha.com\/blog\/?p=11115"},"modified":"2026-10-23T18:21:09","modified_gmt":"2026-10-23T21:21:09","slug":"sem-mais-regras-a-nova-leva-de-anglicismos-que-e-feia-de-dar-do","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.juliana-cunha.com\/blog\/sem-mais-regras-a-nova-leva-de-anglicismos-que-e-feia-de-dar-do\/","title":{"rendered":"Sem mais regras: a nova leva de anglicismos que \u00e9 feia de dar d\u00f3"},"content":{"rendered":"<p>Submeta-se, infiel. O prazo das submiss\u00f5es est\u00e1 se encerrando. Voc\u00ea precisa realizar que feminismo n\u00e3o \u00e9 sobre odiar homens. O ponto deste lide um pouco rand\u00f4mico \u00e9 que estamos falando um portugu\u00eas de merda, repleto de uma nova leva de anglicismos pedestres que ningu\u00e9m sabe ao certo de onde veio, mas aqui v\u00e3o alguns palpites leigos.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Palpites\u2026 Eles n\u00e3o costumam prestar nenhum servi\u00e7o aos estudos lingu\u00edsticos. A teoria de que o \u201cgerundismo\u201d teria sido uma contribui\u00e7\u00e3o do telemarketing, por exemplo, provavelmente veio de uma coluna do jornalista Ricardo Freire no <em>Jornal da Tarde<\/em>, em 2001. T\u00e3o difundida quanto equivocada, a tese era que o treinamento dos atendentes teria usado manuais mal traduzidos, transpondo um ger\u00fandio excessivo \u2014 essa forma nominal \u00e9 muito mais frequente na l\u00edngua inglesa \u2014 para o portugu\u00eas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar das horas que cada um de n\u00f3s j\u00e1 passou pendurado num telemarketing e da propens\u00e3o a assimilar novos aprendizados durante o sono \u2014 o sujeito te liga \u00e0s 7h, voc\u00ea atende em estado de sonambulismo e logo pega a mania de ger\u00fandio, tal qual um curso de l\u00ednguas noturno \u2014 a maior parte dos linguistas considera improv\u00e1vel que o telemarketing seja o pai da crian\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p>\u201cEssas constru\u00e7\u00f5es j\u00e1 existiam no portugu\u00eas, a gente sempre p\u00f4de falar que ia \u2018estar fazendo\u2019 algo. O que houve no fim do s\u00e9culo passado foi um aumento significativo do uso, principalmente nos estratos menos letrados da sociedade. O porqu\u00ea desse aumento n\u00e3o sabemos, mas parece que havia uma tend\u00eancia geral da l\u00edngua puxando para isso, e que esse era um movimento anterior \u00e0 generaliza\u00e7\u00e3o dos telemarketings\u201d, explica Marcello Modesto, professor de lingu\u00edstica da USP.<\/p>\n<p>Se os palpites n\u00e3o ajudam, eles talvez divirtam. O palpite deste texto \u00e9 que, nos \u00faltimos anos, o leitor brasileiro se viu cercado de m\u00e1s tradu\u00e7\u00f5es. Na d\u00e9cada passada, o mercado editorial sofreu uma r\u00e1pida expans\u00e3o muito mais baseada em importa\u00e7\u00f5es do que em produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e que teria resultado em uma perda de qualidade nas tradu\u00e7\u00f5es. As editoras passaram a lan\u00e7ar mais t\u00edtulos e a toque de caixa. Paralelamente, sites como BuzzFeed e Huffington Post passaram a traduzir muitos artigos do ingl\u00eas, em geral porcamente (parte das tradu\u00e7\u00f5es \u00e9 declaradamente amadora) e com um conte\u00fado repleto de express\u00f5es idiom\u00e1ticas. A legendagem caseira de filmes e seriados virou regra, assim como a tradu\u00e7\u00e3o de verbetes da Wikipedia, com uma qualidade que varia do excelente ao amplamente lament\u00e1vel.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso pode ter gerado uma nova e significativa leva de anglicismos. Pessoas que nem sequer leem em ingl\u00eas est\u00e3o falando e escrevendo coisas como \u201crealizar\u201d (no sentido de perceber). Mesmo os jornais t\u00eam usado \u201cassumir\u201d como se fosse sin\u00f4nimo de \u201csupor\u201d. Uma <a href=\"https:\/\/twitter.com\/juliana_cunha\/status\/834191009139531779\" target=\"_blank\">campanha<\/a> recente do filme <em>Cinquenta tons de cinza<\/em> trazia uma s\u00e9rie de cartazes dizendo \u201csem mais segredos\u201d, \u201csem mais regras\u201d, tradu\u00e7\u00f5es literais que seriam mais bem transpostas como \u201cchega de segredos\u201d, \u201cbasta de regras\u201d. Tem aquela franquia de casas de depila\u00e7\u00e3o, a \u201cN\u00e3o+Pelo\u201d. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ouve-se ainda endere\u00e7ar (no sentido de \u201ctratar de\u201d). Submeter (inscrever-se. \u00c9 um quinto ou sexto sentido poss\u00edvel da palavra em portugu\u00eas, mas remoto). Meu ponto \u00e9 que (o que estou querendo dizer \u00e9 que). Voc\u00ea tem um ponto (o que voc\u00ea disse faz sentido). Ic\u00f4nico (significa que o sujeito \u00e9 pict\u00f3rico?). Acur\u00e1cia (precis\u00e3o. Tamb\u00e9m existe em portugu\u00eas, mas \u00e9 pouco usual). Rand\u00f4mico (tamb\u00e9m conhecido como aleat\u00f3rio). Suportar (no sentido de financiar, de aceitar ou de ser compat\u00edvel. Um cl\u00e1ssico dos aparelhos eletr\u00f4nicos: de repente o celular grita que <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">n\u00e3o suporta<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> aquele carregador). Dedicado a (no sentido de fun\u00e7\u00e3o). Discutir sobre (n\u00e3o podemos s\u00f3 discutir?). Mais cedo (como em \u201choje mais cedo o caboclo de Policarpo Quaresma baixou em mim\u201d). Virtualmente (no sentido de quase sempre, quase tudo). Disputar (no sentido de discutir ou contestar). Clarificar (esclarecer). Agenda gay (reivindica\u00e7\u00f5es do movimento gay). Introduzir (um assunto ou pessoa). Entregar (no sentido de render no trabalho). Tipicamente (onde a frase implora por um \u201cgeralmente\u201d). <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Mandat\u00f3rio (um obrigat\u00f3rio especialmente mand\u00e3o). Reg\u00eancias como &#8220;busca por&#8221;, &#8220;pede por&#8221; (as pessoas est\u00e3o pedindo). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cHoje ouvi um aluno dizer \u2018eu n\u00e3o perten\u00e7o a este lugar\u2019. Estou \u00e0 espera do \u2018n\u00f3s pertencemos juntos\u2019\u201d, conta Caetano Galindo, tradutor e professor de lingu\u00edstica da Universidade Federal do Paran\u00e1. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Erros de tradu\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o nenhuma novidade, mas n\u00e3o se trata aqui de erros causados por um mau entendimento do ingl\u00eas, e sim por uma falta de familiaridade com o portugu\u00eas. Pressup\u00f5em um leitor com pouca leitura de textos originalmente escritos em portugu\u00eas e que est\u00e1 cercado de m\u00e1s tradu\u00e7\u00f5es, ou que traduz mal ao ler sozinho textos estrangeiros. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 interessante pensar que o que possibilita essa pobreza das tradu\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 necessariamente a pobreza do ingl\u00eas dessas pessoas, mas sua pouca alfabetiza\u00e7\u00e3o em termos mais sofisticados, de repert\u00f3rio. Vejo cada vez mais casos de gente que n\u00e3o leu lhufas em portugu\u00eas e que tem a sensa\u00e7\u00e3o de que as coisas foram inventadas em ingl\u00eas\u201d, afirma Galindo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A impress\u00e3o \u00e9 de que o pessoal que cumpre a fun\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica de elite cultural nesta louca ora\u00e7\u00e3o chamada Brasil est\u00e1 se alimentando exclusivamente de textos gringos ou de tradu\u00e7\u00e3o porca. A maior parte das pessoas nem sabe que est\u00e1 usando express\u00f5es transpostas literalmente. Elas leem essas coisas no jornal, em sites profissionais, na legenda do filme baixado legalmente e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">assumem<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> que isso seja portugu\u00eas. Nesse sentido, o leitor que de fato fala ingl\u00eas talvez esteja mais protegido da ades\u00e3o involunt\u00e1ria do que quem n\u00e3o percebe o eco ensurdecedor da tradu\u00e7\u00e3o. Se voc\u00ea l\u00ea uma frase em portugu\u00eas e o correspondente em ingl\u00eas logo se materializa na sua cabe\u00e7a, as chances de ser transposi\u00e7\u00e3o literal ou malfeita s\u00e3o grandes. <\/span><\/p>\n<p>Andr\u00e9 Conti, editor da Todavia, acha razo\u00e1vel supor que o ganho de volume do mercado tenha baixado o n\u00edvel m\u00e9dio das tradu\u00e7\u00f5es. \u201cO ingl\u00eas n\u00e3o \u00e9 um idioma t\u00e3o dif\u00edcil, e muita gente que fala bem d\u00e1 de barato que a migra\u00e7\u00e3o para a tradu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 tranquila quando a quest\u00e3o \u00e9 justamente o portugu\u00eas, esse sim um idioma bem filho da puta e enjoado\u201d, diz. \u201cH\u00e1 uma massifica\u00e7\u00e3o da cultura pop via s\u00e9ries, memes etc. que faz com que a gente queira usar essas express\u00f5es que vemos todos os dias. N\u00e3o chega a ser ruim, s\u00f3 um pouco caipira e afetado. Hoje em dia, no ambiente empresarial, usa-se, por exemplo, \u2018performar\u2019, no sentido de \u2018esse livro performou bem\u2019, o que me soa como a morte lenta e dolorida de tudo o que \u00e9 belo, mas o que fazer?\u201d, conclui.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Paulo Henriques Britto, poeta e professor de tradu\u00e7\u00e3o da PUC-Rio, concorda que h\u00e1 uma nova leva de anglicismos no ar, mas n\u00e3o v\u00ea com maus olhos. \u201cPessoalmente, n\u00e3o tenho nada contra estrangeirismos, mas tendo a preferir os que realmente preenchem uma lacuna no l\u00e9xico, como \u2018privacidade\u2019, \u2018bullying\u2019 e talvez \u2018empoderamento\u2019, embora seja uma palavra quase t\u00e3o feia quanto \u2018seborreia\u2019, eleita pelo Luis Fernando Ver\u00edssimo como a mais feia\u201d. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 os estrangeirismos lexicais e os sint\u00e1ticos. Os lexicais s\u00e3o mais comuns porque \u201co vocabul\u00e1rio \u00e9 como que a pele da l\u00edngua\u201d, explica Galindo. Nessa categoria h\u00e1 os casos em que uma palavra estrangeira \u00e9 adaptada, obedecendo inclusive \u00e0s regras de forma\u00e7\u00e3o de palavras do portugu\u00eas (como em frilar e tuitar); aqueles em que uma palavra estrangeira \u00e9 integralmente transposta sem sofrer aportuguesamento (como em download e upgrade); e aqueles em que uma palavra que j\u00e1 existia num mesmo campo sem\u00e2ntico recebe um sentido diferente (como no caso de \u201ceventualmente\u201d, que passou a ser usada como sin\u00f4nimo de \u201cfinalmente\u201d ou de \u201cem algum momento\u201d). \u201cEsse terceiro caso \u00e9 o que mais incomoda, porque parece que a l\u00edngua n\u00e3o est\u00e1 ganhando absolutamente nada\u201d, opina Britto. \u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Bem mais raros, os estrangeirismos sint\u00e1ticos s\u00e3o quando estruturas gramaticais de outro idioma passam a ser incorporadas, como no uso que a preposi\u00e7\u00e3o \u201csobre\u201d vem assumindo em frases como \u201cliderar n\u00e3o \u00e9 sobre mandar nas pessoas\u201d, \u201cconviver n\u00e3o \u00e9 sobre estar certo\u201d, t\u00e3o comum que est\u00e1 nos versos de <a href=\"https:\/\/www.vagalume.com.br\/ana-vilela\/trem-bala.html\" target=\"_blank\">\u201cTrem-Bala\u201d<\/a>, sucesso imediato da cantora Ana Vilela. Essa estrutura simplesmente n\u00e3o existe no portugu\u00eas e d\u00f3i nos ouvidos s\u00f3 de pensar, mas vai negar que seja \u00fatil? Em portugu\u00eas tout court ter\u00edamos que dizer algo como \u201cliderar n\u00e3o \u00e9 simplesmente mandar nas pessoas\u201d e \u201cpara conviver \u00e0s vezes \u00e9 preciso abrir m\u00e3o de estar certo\u201d. Ou seja, ter\u00edamos que dizer algo completamente diferente. Nesse sentido, a incorpora\u00e7\u00e3o de \u201c\u00e9 sobre\u201d s\u00f3 pode ser vista como um enriquecimento da l\u00edngua. O problema \u00e9 que enriquecimento de l\u00edngua nem sempre vem ao gosto est\u00e9tico do fregu\u00eas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Britto observa a ado\u00e7\u00e3o de outro estrangeirismo sint\u00e1tico: o uso de sintagmas nominais com pr\u00e9-modifica\u00e7\u00e3o complexa de uma maneira pr\u00f3xima ao ingl\u00eas. \u201cNo portugu\u00eas, isso me parece inaceit\u00e1vel, mas as pessoas t\u00eam feito mesmo em textos originalmente escritos no nosso idioma, formando coisas do tipo \u2018um n\u00e3o muito inteligente, por\u00e9m bastante simp\u00e1tico rapaz\u2019\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A l\u00edngua muda constantemente, eis uma verdade, \u00a0mas n\u00e3o seja a mudan\u00e7a que voc\u00ea n\u00e3o quer ver no mundo. T\u00e3o natural quanto a l\u00edngua mudar \u00e9 os falantes oferecerem algum tipo de resist\u00eancia a essas mudan\u00e7as. Grosso modo, quem impulsiona altera\u00e7\u00f5es lingu\u00edsticas s\u00e3o as camadas menos escolarizadas e os jovens, enquanto as camadas mais escolarizadas s\u00f3 adotam as mudan\u00e7as no \u00faltimo buraco do cinto, fazendo com que sua ades\u00e3o prove a consolida\u00e7\u00e3o da nova regra. No caso desses anglicismos, no entanto, a mudan\u00e7a parece vir de cima. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cDe um lado, h\u00e1 que reconhecer a naturalidade, a desejabilidade at\u00e9, dessa flexibilidade na aceita\u00e7\u00e3o dos estrangeirismos. Ningu\u00e9m quer ser o island\u00eas, com sua pol\u00edtica de barrar novas palavras importadas. Ou os franceses, com sua esquizofrenia estrangeirista. De outro lado, h\u00e1 que se reconhecer a gratuidade de alguns desses empr\u00e9stimos, bem como sua liga\u00e7\u00e3o inquestion\u00e1vel com opera\u00e7\u00f5es de tradu\u00e7\u00e3o mal realizadas\u201d, opina Galindo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 Britto acha que resistir \u00e9 um tanto in\u00fatil. \u201cSe um uso se generaliza, em princ\u00edpio n\u00e3o h\u00e1 o que fazer. Morrerei sem dizer \u2018vou estar lhe telefonando\u2019 e, a cada vez que leio que um livro est\u00e1 fazendo sucesso \u2018ao redor do mundo\u2019 tenho vontade de replicar: \u2018U\u00e9, tem gente lendo nos sat\u00e9lites artificiais?\u2019. Mas para a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que essas formas se tornem normais; nada a fazer\u201d, diz. <\/span><\/p>\n<p>Para Modesto, coisas como \u2018aplicar\u2019 para o mestrado ou \u2018fazer um ponto\u2019 na hora de discutir talvez estejam mesmo entrando para a l\u00edngua, mas e da\u00ed? Outras, como \u2018compreensivo\u2019 no sentido de \u2018abrangente\u2019, viriam do latim e importa muito pouco se est\u00e3o ficando mais comuns por via do ingl\u00eas. Para ele, esses empr\u00e9stimos limitam-se a um grupo reduzido de falantes e se dividem entre aqueles que s\u00e3o realmente estranhos ao portugu\u00eas e os que s\u00e3o portugu\u00eas mesmo, embora talvez n\u00e3o sejam a melhor op\u00e7\u00e3o. Entre os estranhos estaria o uso de \u201cem adi\u00e7\u00e3o\u201d no sentido de \u201cal\u00e9m do mais\u201d. J\u00e1 entre os nativos estaria \u201cbaseado em Londres\u201d no sentido de que mora ou tem sede em Londres, por exemplo. \u201cOs que s\u00e3o portugu\u00eas podem se alastrar rapidamente pela l\u00edngua se os estratos menos letrados de falantes se espelharem nos estratos mais letrados, embora isso raramente aconte\u00e7a. J\u00e1 os amalucados provavelmente s\u00e3o modismos passageiros\u201d, explica.<\/p>\n<p>PS: Escrevi este artigo como uma esp\u00e9cie de mat\u00e9ria de tese no ano passado, mas acabei ficando sem lugar para public\u00e1-lo, ent\u00e3o, perguntei aos entrevistados se eles se incomodariam caso eu postasse aqui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Submeta-se, infiel. O prazo das submiss\u00f5es est\u00e1 se encerrando. Voc\u00ea precisa realizar que feminismo n\u00e3o \u00e9 sobre odiar homens. 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