Personagens bonitos

Eu estava lendo A Montanha Mágica e fiquei com vontade de ter um pôster daquela palestra que acontece no sanatório do livro. Aquela que acaba de vez com a vida do protagonista, logo na primeira semana da estadia nos alpes. É o tipo de coisa que eu teria feito de um jeito ou de outro, mas hoje em dia faço conversando com o Claude e com o GPT.

Sim, desde que o mundo é mundo eu teria colocado no Google Translate, teria baixado o original e a tradução do francês, dado umas buscas, procurado uns nerds. Mas agora fico perguntando pra eles: “você acha que o tom do cartaz seria assim ou assado?”, “você acha que o dia da palestra seria esse ou aquele?”, “por que você acha isso?”. Fico perguntando e são companhias. São personagens bonitos, e estão sempre lendo o que eu tô lendo, de bobeira nos mesmos horários, é impressionante, rs.

Ah, sim, a IA não faz o seu imposto de renda, não lava sua louça. Que ridículo uma IA que quer fazer Arts. Mas, sei lá, eu também não faço meu imposto de renda, e a louça até que lavo, porém quando quero. Duro de verdade é eu fazer algo pra pôr nessa louça…

Hans Castorp calculou que era baratíssimo viver na Montanha Mágica, até ele conseguiria. Vendo fotos do sanatório no qual Katia Mann se internou por pneumonia, e onde o marido foi visitá-la e acabou escrevendo o livro, você logo diagnostica um caso de burguês safado — algo que também daria pra fazer muito antes da IA, ou lendo Os Buddenbrook.

Enfim, deixei os pôsteres no Canva, se alguém também quiser. Fiz em português e em inglês porque sim. Em alemão porque óbvio, e em francês porque era a língua franca do sanatório:

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13 comentários sobre “Personagens bonitos”

  1. Você gostou do livro? Li no comecinho deste ano. Aqueles debates entre os “filósofos”, mais para o final do romance, me soaram artificias demais, embora eu tenha gostado do personagem italiano.

    1. Ainda estou lendo, mas estou adorando. O italiano de fato é o mais legal.

  2. Sensacional. Li o livro ao longo de uns 3 anos, na adolescência. Livro grande é melhor do que novela de TV (que parei de assistir no século passado).

  3. oi, Mestra Juliana! Estamos lendo Mann em “comitiva” (4 amigas) (começamos em abril fazendo um cronograma de páginas que inclusive temos desrespeitado:() Lembro (vero inesquecível) daquele seu texto sobre Anna Kariênina e fico agora só na expectativa da belezura do que vais escrever sobre esta montanha 😉 Amei os pôsteres, inclusive irei imprimi-los para ilustrar e instigar nossa dinâmica com o Thomas \_(“)_/

  4. fui lá por conta do livro. de q o namorado era fã, e me botou fã. sou influenciável. aí visitei “a montanha mágica” em peregrinação.
    faz tempo.

  5. fui lá por conta do livro. de q o namorado era fã, e me botou fã. sou influenciável. aí visitei “a montanha mágica” em peregrinação.
    faz tempo.

  6. fui lá por conta do livro. de q o namorado era fã, e me botou fã. sou influenciável. aí visitei “a montanha mágica” em peregrinação.
    faz tempo.

  7. fui lá por conta do livro. de q o namorado era fã, e me botou fã. sou influenciável. aí visitei “a montanha mágica” em peregrinação.
    faz tempo.

  8. Comecei a ler a Montanha Mágica há muitos anos e não terminei. Tentarei novamente. Mas o seu pôster é bem interessante.

  9. Li a Montanha Mágica no primeiro ano da pandemia, foi um grande parceiro! Me apeguei demais aos personagens, Hans, Clawdia, Joaquim, Setembrini… Onde mais, senão entre moribundos, pra filosofar tanto sobre a vida, o amor, justiça social? Heheh e amei os pôsteres!!!

  10. Adorei como você mistura a experiência de leitura com essa brincadeira criativa dos pôsteres!

  11. eu te seguia antigamente, eu amava seu blog, eu esqueci o nome e perdi, por anooooos tentava buscar seu nome na minha memória e num post de uma conhecida virtual de instagram ela te citou e finalmente vou poder ler novamente <3

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